Mais de 400 pessoas retiradas de Oleshky, na região ucraniana de Kherson, passaram a receber refeições quentes do Programa Mundial de Alimentos (PMA), agência das Nações Unidas. O atendimento ocorre em Kyiv e foi anunciado em 1º de novembro, depois que uma breve pausa localizada nos combates permitiu a saída de civis.
Segundo o PMA, muitos chegaram a unidades médicas em 31 de outubro em condições preocupantes, após meses de dificuldade para obter alimentos, medicamentos e outros itens básicos. A agência trabalha com a organização ucraniana Iskra Dobra, responsável pela parceria local de atendimento.
Assistência aos evacuados de Oleshky
O fornecimento de comida começou logo na chegada dos evacuados. A previsão inicial divulgada pelo PMA é manter as refeições por duas semanas. A organização informou que espera a chegada de outras pessoas e que poderá ampliar a operação conforme as necessidades e as condições de atuação.
A ajuda alimentar emergencial tem financiamento dos Estados Unidos. No comunicado, a agência relaciona a rapidez da resposta à preparação feita com a organização parceira antes da chegada dos civis. O objetivo imediato é garantir alimentação enquanto essas pessoas recebem acolhimento e assistência em Kyiv.
Os números se referem ao grupo atendido nessa operação, e não ao total de deslocados pela guerra na Ucrânia. Também não representam a quantidade de moradores que permanecem em Oleshky. A distinção é necessária para acompanhar o alcance da resposta humanitária sem ampliar indevidamente o balanço divulgado.
ONU pede acesso seguro e contínuo
O PMA acolheu a pausa humanitária e pediu condições seguras e duradouras para alcançar civis que necessitam de ajuda. O comunicado atribui à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, participação na mediação da breve trégua. A ONU ressaltou que a saída de moradores deve ocorrer de maneira segura e voluntária.
A agência informou que acompanhava a deterioração da situação em Oleshky e que tentativas anteriores de apoio não haviam obtido acesso. Por isso, a possibilidade de retirar parte dos civis e atendê-los é tratada como uma abertura humanitária localizada. Não se trata de um anúncio de encerramento da guerra ou de cessar-fogo válido para todo o território.
O portal já havia acompanhado os pedidos anteriores de ajuda e trégua para Oleshky. Esta reportagem registra o desdobramento específico anunciado em novembro: a chegada de evacuados e o início do fornecimento de refeições.
Inverno acrescenta pressão sobre os serviços
Em reportagem de 2 de novembro, a ONU News também destacou as dificuldades para manter eletricidade e aquecimento na Ucrânia com a aproximação do inverno. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) defende mais apoio para colocar em operação equipamentos de energia já disponíveis no país.
O embaixador da boa vontade do Pnud, Nikolaj Coster-Waldau, visitou comunidades e pediu continuidade do financiamento internacional. A organização informou que trabalha com o Ministério da Energia da Ucrânia para mobilizar US$ 500 milhões por meio de um mecanismo voltado à instalação de equipamentos energéticos.
Esse esforço é separado da operação de refeições em Kyiv. As duas frentes aparecem nas fontes da ONU como respostas a necessidades distintas da população: alimentação imediata para quem saiu de uma área de combate e recuperação de serviços essenciais para enfrentar o frio.
Vídeo oficial de contexto
A ONU News publicou em 2 de novembro o vídeo abaixo sobre a visita de Coster-Waldau e o pedido de apoio para energia e aquecimento. O registro é de contexto humanitário na Ucrânia, não da retirada dos moradores de Oleshky.
Assistir ao vídeo no perfil oficial da ONU News.
Fontes: comunicado do PMA de 1º de novembro, ONU News, 2 de novembro, e Pnud, 2 de novembro. Acompanhe a editoria de Guerras e Conflitos.

Informações conferidas em 4 de novembro de 2026, com base em comunicados publicados nos dias 1º e 2.
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