Uma moradora de Barretos procurou o Plantão Policial e relatou um prejuízo de aproximadamente R$ 49,6 mil após receber contatos pelo WhatsApp de pessoas que se apresentaram como profissionais da advocacia. O relato, publicado em 5 de novembro de 2026 pelo Diário Interativo, descreve uma suposta liberação de benefício como pretexto para pedir dados bancários. Depois dos contatos, a mulher informou ter encontrado movimentações que não reconhecia.

Segundo o Diário Interativo, a pessoa que fez a primeira ligação se apresentou como advogada da moradora. Em seguida, outro interlocutor usou o mesmo número e também se disse advogado. Ele afirmou que seria necessário usar uma conta da vítima para o suposto recebimento e pediu informações bancárias. O valor de R$ 49,6 mil é a estimativa informada pela moradora à polícia.

Como o golpe do falso advogado tenta ganhar confiança

A fraude explora a expectativa de receber um valor e a confiança que o cidadão tem em quem o representa. Uma pessoa desconhecida pode usar o nome de um profissional, uma fotografia ou dados do processo para dar aparência de legitimidade à conversa. Informações corretas sobre o processo, por si sós, não provam que o número de telefone pertence ao escritório.

No caso relatado em Barretos, a moradora descreveu a sequência de abordagens e as movimentações financeiras que encontrou depois. A reportagem de origem não informa o meio usado em todas as transações nem identifica quem as fez. O registro de ocorrência é o ponto de partida para a apuração. A identidade da moradora e os detalhes de sua vida privada foram preservados.

Como verificar se o contato é verdadeiro

A orientação da Ordem dos Advogados do Brasil, em campanha divulgada pelo Supremo Tribunal Federal, é confirmar a identidade antes de agir. Se a mensagem chegar por um número novo, a pessoa pode encerrar a conversa e procurar o profissional por um contato que já conheça, como o telefone do contrato ou do escritório. O número que fez a abordagem não deve ser a única fonte de confirmação.

O ConfirmADV, da OAB, é uma ferramenta auxiliar para verificar a inscrição profissional. O sistema usa dados do registro e encaminha uma solicitação ao e-mail cadastrado. A consulta deve ser feita no endereço oficial. Mesmo com dados de um advogado verdadeiro na tela, confirme por um canal conhecido se foi ele quem pediu os documentos, os dados bancários ou qualquer pagamento.

Outro sinal a observar é a pressão para resolver tudo na hora. Um pedido urgente de pagamento ou de dados deve ser conferido com o profissional ou escritório antes de seguir. Quem recebe um link enviado por mensagem pode evitar abrir o endereço e consultar diretamente o portal oficial relacionado ao processo.

O que fazer se houver movimentação não reconhecida

O Banco Central orienta a comunicar o caso ao banco e registrar boletim de ocorrência. Preserve conversas, horários, números de contato e comprovantes, se disponíveis. Se a operação suspeita foi feita por Pix, pergunte à instituição financeira sobre o Mecanismo Especial de Devolução, que se aplica a suspeitas de fraude nessa modalidade. A avaliação do banco define se há possibilidade de devolução.

Se houver mais de uma movimentação contestada, vale registrar separadamente a data e o valor de cada operação para facilitar a análise. O banco pode informar o protocolo do atendimento e os próximos passos. A pessoa que relata a fraude deve usar o aplicativo ou o telefone oficial da instituição financeira.

O Barretos.net também acompanha a investigação de um falso leilão, um caso separado. Nos dois tipos de abordagem, a verificação por canais conhecidos ajuda a evitar que documentos, nomes e promessas enviados por mensagem sejam confundidos com confirmação de identidade.


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