Estudo da UnB identifica eventos climáticos extremos em 301 regiões turísticas

Pesquisadores da Universidade de Brasília identificaram registros de eventos climáticos extremos em 301 das 360 regiões incluídas no Mapa do Turismo Brasileiro. O recorte considera o período de 2020 a 2025 e corresponde a 83,6% das regiões mapeadas, de acordo com reportagem publicada pela Agência Brasil nesta sexta-feira (6).

A pesquisa foi conduzida por integrantes do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. A equipe cruzou dados do Mapa do Turismo Brasileiro, do Ministério do Turismo, com registros de desastres. Também examinou documentos relacionados às políticas públicas do setor.

O que o percentual representa

O cálculo compara o número de regiões turísticas com registro de evento extremo ao total de regiões incluídas no levantamento. Ele não indica a proporção de estabelecimentos fechados, o número de turistas afetados nem o percentual de perdas financeiras. Esses indicadores exigiriam dados diferentes.

Jaqueline Gil, uma das autoras, disse à Agência Brasil que os resultados apontam a necessidade de planejar a adaptação do setor conforme as condições de cada território. O estudo identificou uma tendência de aumento da ocorrência de eventos extremos em uma série histórica mais ampla. Os pesquisadores também avaliaram como a prevenção e a adaptação aparecem nos documentos de política pública.

O trabalho é assinado por Jaqueline Gil, Elimar Pinheiro do Nascimento e Nayara Rodrigues Marques, da Universidade de Brasília. O artigo completo está disponível na Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, com o resumo, as referências e o texto em PDF.

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Fonte: Agência Brasil, que entrevistou uma das autoras do estudo.

Coqueiros balançam com o vento na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro
Ventos na orla de Copacabana em 21 de agosto de 2026. Foto de contexto, posterior ao período de 2020 a 2025 analisado no estudo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

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