A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mobiliza os 645 municípios paulistas para a busca ativa de sarampo e rubéola entre 4 e 14 de novembro de 2026. A ação, chamada Dia S, pretende identificar suspeitas que não tenham sido reconhecidas ou notificadas à vigilância epidemiológica. O anúncio estadual foi publicado nesta quarta-feira (4).
As equipes deverão revisar prontuários e resultados de exames e realizar atividades na comunidade conforme o planejamento municipal. A participação dos municípios na mobilização não significa que todos tenham casos confirmados. A estratégia também alcança localidades sem notificações, para avaliar se possíveis suspeitas estão sendo detectadas.
Como será a busca ativa de sarampo e rubéola
A mobilização combina três frentes: institucional, comunitária e laboratorial. Na primeira, são revistos registros de serviços de saúde públicos e privados. O trabalho é retrospectivo: procura situações que já passaram pelo atendimento e que possam não ter recebido o encaminhamento adequado à vigilância.
Na frente comunitária, as equipes buscam pessoas que apresentaram sintomas compatíveis nos últimos 30 dias. A Secretaria menciona visitas a domicílios, escolas, locais de trabalho e outros espaços, de acordo com a organização de cada cidade. Essa etapa é diferente da identificação rotineira de suspeitas feita pelos agentes comunitários.
A investigação laboratorial considera que, no início, os sinais dessas doenças podem se parecer com os de algumas arboviroses. A avaliação de amostras e a definição de quais casos devem ser investigados cabem às equipes de saúde. A notícia da mobilização não permite concluir que toda pessoa com manchas na pele tenha sarampo ou rubéola.
Balanço estadual tem referência em outubro
No comunicado de 4 de novembro, a Secretaria informou que São Paulo havia confirmado 41 casos de sarampo até outubro: 37 na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Dos pacientes, 31 não tinham registro de vacinação ou estavam com o esquema incompleto.
Esses dados correspondem ao recorte estadual apresentado pela fonte. Não são um balanço de Barretos, e a publicação não informa casos confirmados no município. A programação específica de visitas e de outras ações locais deve ser acompanhada nos canais da Secretaria Municipal de Saúde.
A Secretaria estadual também anunciou capacitações sobre identificação de suspeitas, busca ativa e conferência da situação vacinal. Participam desse trabalho o Centro de Vigilância Epidemiológica, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde e a Secretaria da Administração Penitenciária, além de equipes envolvidas nos encontros regionais.
Vacinação e orientação na unidade de saúde
O Ministério da Saúde informa que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A tríplice viral protege também contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente no SUS. A orientação da campanha federal é levar a caderneta a uma Unidade Básica de Saúde para verificar se o esquema está atualizado.
A indicação das doses depende da idade, do histórico vacinal e da situação da pessoa. O Ministério ressalta contraindicações, incluindo gestação e imunossupressão grave. Por isso, a conferência individual deve ser feita pela equipe de saúde, sem usar a relação de casos da notícia como orientação para tomar uma dose por conta própria.
Entre os sinais de sarampo descritos pelo Ministério estão febre alta e manchas vermelhas, que podem ocorrer com tosse, coriza e irritação nos olhos. Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar um serviço de saúde para avaliação. A confirmação e a investigação dependem do atendimento e da vigilância.
O que acompanhar durante o Dia S
A mobilização vai até 14 de novembro. O resultado esperado é melhorar a identificação e a notificação de suspeitas, permitindo investigação e medidas de controle quando necessárias. A existência de uma suspeita ainda não equivale à confirmação da doença; os balanços precisam ser lidos com essa diferença.
Consulte o comunicado da Secretaria de Estado da Saúde, as informações do Ministério da Saúde sobre sarampo e a campanha federal da tríplice viral. Veja também notícias de Barretos.

Fontes: Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde. Informações conferidas em 4 de novembro de 2026.
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