Um vídeo registrado por uma moradora de Gillette, no estado americano de Wyoming, mostra três luzes que parecem se mover em um padrão triangular. O investigador civil Richard Beckwith analisou as imagens e disse que ainda não conseguiu identificar a origem das luzes. O relato e a avaliação foram publicados em 5 de novembro de 2026 pelo Cowboy State Daily. A publicação não apresenta um laudo oficial sobre o episódio.
Sommer Chase contou ao jornal que começou a registrar luzes durante caminhadas noturnas em Gillette, para onde se mudou em junho. A descrição das observações vem da testemunha. Já a análise é de Beckwith, diretor estadual da Mutual UFO Network, a MUFON, uma organização civil que recebe relatos e investiga avistamentos. A reportagem original reúne as duas versões e o contexto da divulgação dos registros nas redes sociais.
O que a testemunha relatou sobre as luzes em Gillette
Chase disse que as luzes aparecem em mais de uma ocasião e que começou a observá-las de novo em Wyoming depois de relatar experiências semelhantes em Montana. Ela associa esses registros a avistamentos que o marido disse ter feito em Colstrip. Os episódios ocorreram em épocas e lugares diferentes. A reportagem não apresenta dados que permitam estabelecer se as luzes dos dois estados tinham a mesma origem.
No caso de Gillette, o registro descrito pelo jornal mostra pontos luminosos em um arranjo que parece girar. A imagem, por si só, não estabelece se há uma estrutura única atrás das luzes, nem permite conhecer sua distância. Um conjunto de pontos pode parecer formar um triângulo em determinado enquadramento sem que haja contornos visíveis ligando as luzes.
O que o investigador civil conseguiu dizer
Beckwith considerou o vídeo interessante e afirmou ao Cowboy State Daily que não tinha explicação para o que foi registrado. A análise citada é uma avaliação dele sobre a filmagem apresentada. O jornal não relata medição por radar, comparação independente com imagens de uma segunda câmera ou conclusão de uma autoridade sobre o caso.
É possível registrar a aparência de um fenômeno e ainda assim ter dados insuficientes sobre seu movimento real. Sem conhecer a distância, por exemplo, é difícil converter o deslocamento aparente na tela em velocidade. A posição da câmera, o horário exato, a direção em que o aparelho apontava e a presença de referências fixas ajudam a separar o movimento no céu de mudanças provocadas pelo enquadramento.
Quais dados poderiam ajudar na identificação
O arquivo original, com a sequência inteira, permitiria examinar o que se vê antes e depois do trecho divulgado. Dados de localização e horário poderiam ajudar a comparar a observação com registros de tráfego aéreo, passagens de satélites ou outras informações pertinentes. Uma gravação independente, de outro local, poderia acrescentar um segundo ângulo. Até aqui, os relatos disponíveis descrevem o vídeo e a opinião do investigador, sem apresentar esse conjunto de informações.
O escritório americano AARO cita a falta de dados verificáveis como um motivo para que ocorrências analisadas por ele permaneçam sem solução. O documento oferece contexto sobre o método de investigação e não trata da filmagem de Gillette. O caso de Al Taqaddum, já abordado pelo Barretos.net, mostra um exemplo separado de análise oficial de imagens.
Para o episódio de Gillette, a informação disponível é que uma moradora registrou luzes e um investigador civil não conseguiu identificá-las no material que analisou. A origem continua em aberto. A reportagem do jornal local tampouco informa se houve confirmação dos horários de cada filmagem por outra fonte. A arte desta matéria identifica o assunto da reportagem. O relato da testemunha e a cobertura original permanecem acessíveis no veículo que publicou a entrevista.
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