OVNIs: o que o relatório do AARO concluiu sobre o caso de Al Taqaddum

Em 23 de outubro de 2017, um sensor infravermelho instalado em um aeróstato militar registrou um objeto que parecia flutuar nas proximidades da base aérea de Al Taqaddum, no Iraque. O escritório dos Estados Unidos responsável por investigar fenômenos anômalos não identificados, o AARO, concluiu em setembro de 2025 que a imagem é compatível com um conjunto de balões cheios e parcialmente inflados. O relatório atribui alta confiança a essa avaliação.

O que aparece na gravação

O registro analisado tem cerca de 17 minutos e meio. A câmera estava a bordo de um aeróstato, uma plataforma mantida no ar para observação, a aproximadamente 2.700 pés acima da base, cerca de 823 metros. O objeto tem contorno irregular e parece mudar de tonalidade conforme passa diante de diferentes partes do terreno.

Em alguns trechos, os analistas identificaram formas arredondadas e linhas pendentes que interpretaram como cordões. À medida que o ângulo entre o sensor e o objeto mudava, a quantidade de linhas visíveis e a aparência do conjunto também variavam. Segundo a análise, essas mudanças são compatíveis com balões agrupados observados de diferentes ângulos.

Como os analistas estimaram o movimento

A equipe analisou a sequência completa, os dados associados ao vídeo e a linha de visão da câmera. Também reconstruiu cenários para estimar a posição e o deslocamento do objeto e comparou essas estimativas com dados meteorológicos. A combinação dos registros permitiu avaliar quanto do movimento visto na tela podia ser explicado pela relação entre o sensor, o objeto e o terreno.

O relatório estima que o objeto estivesse entre 850 e 2.200 pés de altitude, cerca de 260 a 670 metros, e que se movesse a 4 a 14 milhas por hora, aproximadamente 6 a 23 km/h. A equipe classificou essas faixas com confiança moderada devido à variação dos dados de vento. Já a conclusão de que o deslocamento de leste para oeste estava dentro da faixa da velocidade do vento recebeu confiança alta.

A distinção entre os dois níveis de confiança ajuda a ler o relatório. Os investigadores puderam avaliar a compatibilidade geral do deslocamento com o vento mesmo com incerteza suficiente para que a altitude e a velocidade permanecessem expressas em intervalos.

Por que a imagem alterna entre tons claros e escuros

O sensor infravermelho ajustava a escala de cinza conforme mudava o fundo da cena. Quando a câmera atravessa uma área de fundo mais quente ou mais frio, esse ajuste altera a representação visual dos elementos no quadro. O AARO atribuiu a variação de tonalidade a esse funcionamento do equipamento. A equipe também avaliou que a imagem não mostrava fontes de calor como as esperadas dos motores de um drone com quatro rotores.

Esses elementos foram avaliados em conjunto com o formato do objeto, a velocidade estimada e os dados de vento. A conclusão do escritório se refere a essa gravação e às evidências reunidas para o caso de Al Taqaddum.

Onde consultar o relatório e assistir ao vídeo

O relatório de resolução do caso traz as estimativas, a metodologia e a conclusão. A gravação infravermelha está disponível no acervo oficial de vídeo DVIDS. No Barretos.net, leia também como o AARO analisou o aumento aparente do objeto no vídeo PR-045, que é um caso separado.

A gravação foi feita em 2017, e o relatório foi concluído em 2025. A análise retrospectiva permite acompanhar a diferença entre o que se vê no vídeo, o que pode ser estimado a partir dos dados do equipamento e a conclusão alcançada pelos investigadores.

O material do DVIDS foi publicado em abril de 2025. A data da observação usada nesta reportagem é a que consta no relatório técnico do AARO.

Quadro em escala de cinza da gravação infravermelha do caso Al Taqaddum
Quadro da gravação infravermelha de 2017. Crédito: Departamento de Defesa dos EUA / AARO, via UAP Records Archive.

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