A Polícia Civil de Barretos prendeu dois homens, de 29 e 32 anos, nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, durante uma operação na zona leste de São Paulo contra suspeitos de aplicar o golpe do falso leilão. A investigação começou com o relato de uma vítima de Barretos que perdeu aproximadamente R$ 6 mil ao tentar comprar uma motocicleta anunciada pela internet.
A ação foi conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Barretos, com apoio da Divisão de Capturas. Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. As cinco buscas foram realizadas; dois investigados não foram encontrados e permaneciam procurados no balanço divulgado nesta quarta-feira.
Como começou a investigação do falso leilão
Segundo os relatos da apuração divulgados pela imprensa local, a vítima encontrou a oferta de uma motocicleta no Facebook e passou a conversar com pessoas que se apresentavam como responsáveis pela venda. A negociação evoluiu para transferências sucessivas por Pix, que somaram o prejuízo informado à polícia.
Para conferir aparência de legitimidade à oferta, foram encaminhados documentos pessoais e uma fotografia de um homem apresentado como advogado da empresa. Esses elementos faziam parte, segundo a investigação, da estratégia para conquistar a confiança do comprador. A existência de documentos enviados em uma conversa, portanto, não confirmava a autenticidade da negociação.
Buscas recolheram aparelhos eletrônicos
O Diário Interativo informou que o trabalho foi coordenado pelo delegado Gustavo Lopes Coelho. A análise dos elementos obtidos a partir da ocorrência levou à identificação de suspeitos e de endereços ligados à estrutura investigada na capital paulista, onde as ordens judiciais foram cumpridas.
Durante as diligências, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos. O material será examinado para aprofundar a investigação, esclarecer a participação de cada pessoa e procurar possíveis conexões com outros episódios. O recolhimento desses equipamentos é uma etapa da apuração; seu conteúdo ainda precisa ser analisado pelos responsáveis.
Conforme o balanço oficial do Governo de São Paulo, há indícios de que o mesmo modo de atuação tenha alcançado dezenas de pessoas em diferentes regiões do país. Esse número é apresentado como indicação da investigação, sem uma relação final de vítimas divulgada no comunicado consultado.
Investigação continua
A polícia aponta o uso de perfis falsos em aplicativos de mensagens e de recursos de engenharia social. A expressão descreve a tentativa de manipular a confiança de uma pessoa para levá-la a fornecer informações ou efetuar pagamentos. Neste caso, os investigadores relacionam essa prática à apresentação de uma suposta empresa de leilões.
Os detidos são tratados nesta reportagem como suspeitos. A operação e as prisões temporárias não representam condenação. As apurações continuam para identificar outros envolvidos e vítimas ainda não localizadas. Os nomes dos investigados não são reproduzidos nesta publicação.
Cuidados antes de participar de um leilão
Em sua página de orientações sobre leilões, o Tribunal de Justiça de São Paulo alerta para páginas que usam indevidamente nomes, logotipos e informações de instituições públicas. No caso dos leilões judiciais, o tribunal oferece consulta pública dos leiloeiros cadastrados e orienta conferir o endereço eletrônico exato.
Uma diferença pequena na grafia do domínio pode direcionar o comprador a outra página. A verificação deve ser feita por um caminho independente do anúncio recebido. Fotos, brasões e cópias de documentos não substituem essa checagem. O alerta geral do TJSP ajuda a compreender o risco, sem significar que a oferta investigada neste caso fosse um leilão judicial.
Confira também as notícias de Polícia no Barretos.net. Esta matéria será atualizada se houver novos dados confirmados sobre a operação.
Fontes: Governo de São Paulo, O Diário Interativo, Tribuna Ribeirão e orientações do TJSP. Consulta em 4 de novembro de 2026.

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